“Perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.” - Atos 2.41–47 O chamado à comunhão que ecoa em Atos, nasce primeiro nas ações de Jesus. Antes de a igreja existir como comunidade organizada, Cristo já formava comunhão com gestos simples e profundos. Ele chamava pessoas pelo nome, caminhava com elas, sentava-se à mesa e partilhava o pão. A comunhão não surgiu como método apostólico, mas como reflexo direto da vida do Mestre. Jesus não apenas ensinava sobre o Reino; Ele o encarnava no cotidiano. Em Emaús, foi no partir do pão que os olhos dos discípulos se abriram (Lucas 24.30–31). À beira do mar, após a ressurreição, foi preparando alimento e servindo que reafirmou o vínculo com os seus (João 21.13). Nos Evangelhos, Cristo constrói comunhão com presença, tempo e proximidade, “ comunhão não se promove, se vive!” Essas ações de Jesus moldaram o coração da igreja primitiva. Por isso, em Atos, a comunhão aparece como algo natural: perseveravam ju...
“Será como árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro; não receia quando vem o calor, e a sua folha fica verde.” (Jeremias 17.8) Após anos de guerra civil, Angola carregava feridas profundas: cidades marcadas por minas terrestres, famílias despedaçadas, um povo aprendendo a viver depois do trauma. Foi nesse cenário que Lady Diana visitou o país, não como figura distante, mas como presença compassiva, caminhando entre os feridos e dando visibilidade a uma dor esquecida pelo mundo. Durante essa visita, uma árvore foi plantada. Com o tempo, ela passou a ser lembrada não apenas como um marco da passagem de Lady Di, mas como sinal de cura — inclusive para ela mesma. Em meio ao sofrimento que testemunhou, aquela árvore tornou-se símbolo de um cuidado que não resolve tudo, mas permanece. Um gesto simples que atravessou os anos, oferecendo sombra onde antes só havia chão ferido. Essa árvore não apaga a história, mas aponta para a possibilidade de vida depo...