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Entre a fraqueza e a promessa

  “Eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar.” — Apocalipse 3:8 Há dias em que a alma caminha como quem atravessa uma estrada coberta de névoa. Os passos seguem, mas o coração sente o peso da própria limitação. Foi a uma igreja de pouca força que Cristo dirigiu uma das palavras mais ternas do Apocalipse. Filadélfia não era marcada por grandeza visível, influência ou poder, mas pela permanência silenciosa em sua Palavra. E é justamente ali, sobre a fragilidade de um povo pequeno, que o Senhor revela a grandeza do seu governo: Ele tem a chave, Ele abre, Ele sustenta. O evangelho sempre nos reconduz a esse lugar de descanso. Deus não inicia sua obra a partir da suficiência humana, mas da sua fidelidade imutável. A porta aberta não nasce da habilidade dos discípulos, mas da autoridade de Cristo. Antes que a igreja avance, o Senhor já foi diante dela. Antes que o coração compreenda o caminho, a graça já o cerca em silêncio. A Escritura está cheia d...
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A VERDADE QUE NOS LEVA A COMUNHÃO

“Perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.” - Atos 2.41–47 O chamado à comunhão que ecoa em Atos, nasce primeiro nas ações de Jesus. Antes de a igreja existir como comunidade organizada, Cristo já formava comunhão com gestos simples e profundos. Ele chamava pessoas pelo nome, caminhava com elas, sentava-se à mesa e partilhava o pão. A comunhão não surgiu como método apostólico, mas como reflexo direto da vida do Mestre. Jesus não apenas ensinava sobre o Reino; Ele o encarnava no cotidiano. Em Emaús, foi no partir do pão que os olhos dos discípulos se abriram (Lucas 24.30–31). À beira do mar, após a ressurreição, foi preparando alimento e servindo que reafirmou o vínculo com os seus (João 21.13). Nos Evangelhos, Cristo constrói comunhão com presença, tempo e proximidade, “ comunhão não se promove, se vive!” Essas ações de Jesus moldaram o coração da igreja primitiva. Por isso, em Atos, a comunhão aparece como algo natural: perseveravam ju...

A ÁRVORE QUE DEUS PLANTA

  “Será como árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro; não receia quando vem o calor, e a sua folha fica verde.” (Jeremias 17.8) Após anos de guerra civil, Angola carregava feridas profundas: cidades marcadas por minas terrestres, famílias despedaçadas, um povo aprendendo a viver depois do trauma. Foi nesse cenário que Lady Diana visitou o país, não como figura distante, mas como presença compassiva, caminhando entre os feridos e dando visibilidade a uma dor esquecida pelo mundo. Durante essa visita, uma árvore foi plantada. Com o tempo, ela passou a ser lembrada não apenas como um marco da passagem de Lady Di, mas como sinal de cura — inclusive para ela mesma. Em meio ao sofrimento que testemunhou, aquela árvore tornou-se símbolo de um cuidado que não resolve tudo, mas permanece. Um gesto simples que atravessou os anos, oferecendo sombra onde antes só havia chão ferido. Essa árvore não apaga a história, mas aponta para a possibilidade de vida depo...

A VERDADE QUE NOS MOVE AO SERVIÇO

    “Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” - Marcos 10.45   O caminho de Jesus segue na direção oposta aos desejos do coração humano. Enquanto os discípulos ainda imaginam lugares de honra, Ele continua avançando para Jerusalém, onde não há tronos visíveis, apenas uma cruz preparada. O contraste é silencioso, mas profundo: eles falam de grandeza; Ele caminha em direção à entrega. No relato do Evangelho, o pedido de Tiago e João nasce logo após Jesus anunciar sua paixão. A morte está diante Dele, mas o coração deles ainda pulsa por reconhecimento. Jesus não levanta a voz, não endurece o olhar. Ele apenas revela que há um cálice a ser bebido, um caminho de obediência que passa pela dor. O Reino que Ele anuncia não se constrói com posições elevadas, mas com vidas derramadas. Assim como o Servo anunciado pelos profetas, Ele carrega sobre si o peso que não era Seu (Isaías 53.11), e transforma sofrimento ...

Unidos na Missão

  “Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” (Atos 1.7-8) É fundamental que caminhemos na mesma direção, compreendendo qual é o nosso alvo e, assim, entendendo a nossa missão. Fomos chamados para cumprir a vontade de Deus e, como comunidade, podemos potencializar nossa capacidade de alcançar os objetivos que nos foram propostos. Nossa missão é ser testemunhas, onde quer que formos, e a força necessária para isso já nos foi dada em Cristo Jesus. Quando refletimos sobre missão, algumas perguntas surgem: Onde olhar? O que fazer? Como fazer? E por que fazemos? A Missão de Jesus Jesus recebeu toda autoridade do Pai e veio para cumprir a Sua vontade. No mundo, Ele não age por conta própria, mas realiza as obras de Deus, sendo fiel à sua missão. A tarefa que ...

FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DOS CHAMADOS

  " 28 Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas; 29 porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. 30 Porque assim como vós também, outrora, fostes desobedientes a Deus, mas, agora, alcançastes misericórdia , à vista da desobediência deles, 31 assim também estes, agora, foram desobedientes, para que, igualmente, eles alcancem misericórdia , à vista da que vos foi concedida. 32 Porque Deus encerrou todos debaixo da desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos." (Romanos 11:28-32 - ARA)   INTRODUÇÃO O livro de Romanos foi escrito aproximadamente no ano 57 dC, e o apóstolo Paulo não ajudou a fundar a Igreja em Roma, mas foi que ficou seus últimos dias conforme está relatado em Atos 28:16-31, apesar da carta ter sido escrita anos antes. O trecho do capítulo onze procede a partir do texto de Romanos 9 e 10 que enfatizam o conflito que há entre Israel e os gentios, ou entre o j...

Páscoa! Vida nova com Cristo

Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.  (Gálatas 2.20) A páscoa para o judeu simbolizava a libertação do jugo da escravidão e o início de sua caminhada para Canaã, a terra prometida. Junto a sua celebração tinham quatro elementos: o pão sem fermento, o cordeiro sacrificado, as ervas amargas e ainda o sangue do cordeiro que fora colocado sobre os umbrais das portas para impedir que o anjo da morte entrasse naquela casa. A Páscoa cristã relembra a última Ceia do Senhor Jesus com seus discípulos, a sexta da paixão com seu sacrifício, o sábado da espera e o domingo da ressurreição. Quando o apóstolo Paulo se refere a sua crucificação juntamente com Cristo, enfatiza a obra de redenção que Cristo fez por nós e que agora nós também devemos viver com Cristo, sendo Ele a nossa razão de viver, a nossa Páscoa! O que o apóstolo aborda é qu...

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