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Volte ao Navio

“Se estes não permanecerem a bordo, vós não podereis salvar-vos” Atos 27.31

 O cruzeiro italiano nominado Costa Concórdia, que naufragou, tinha a tripulação de aproximadamente 4.200 pessoas, destas mais de dezessete faleceram. Foram divulgados os áudios da conversa telefônica entre o capitão Francesco Schettino e a Guarda Costeira, onde o comandante recebe ordens para voltar para o navio e comandar o resgate dos tripulantes. Durante o diálogo, várias vezes o capitão informa que estaria voltando, mas isto não acontece.
Encontramos nos textos bíblicos o apóstolo Paulo, que estava na condição de tripulante prisioneiro em uma embarcação que viajava para a Itália. Esta embarcação também sofreu um naufrágio, e diante do desespero e pavor da tragédia, a atitude dos marinheiros foi abandonar o navio, advertidos por Paulo, os soldados cortam os cabos e soltam os botes, que afastam-se impedindo a fuga destes.
Abandonar o navio nas dificuldades não é uma atitude exclusiva do comandante Francesco, aliás, é uma atitude muito ocorrida na história. O profeta Jonas foi severamente advertido, porque tinha a responsabilidade de anunciar o juízo à Nínive e diante das dificuldades ele foge, o mesmo fez Elias diante da ameaça de Jezabel, também o discípulo João Marcos quando viajava com Paulo, percebendo os perigos se afasta e volta para Jerusalém.
Parece que quando estamos com problemas e percebemos que temos que assumir as responsabilidades a tendência é fugir, isto traz o alívio imediato e a sensação de que o problema não me pertence mais.
Mas o fato dos marinheiros não terem conseguido abandonar o navio, assumindo as suas responsabilidades resultou na salvação de toda a tripulação. O retorno de Elias destaca sete mil profetas que não haviam dobrado os joelhos para baal. No retorno, Jonas leva a mensagem para mais de cento e vinte mil ninivitas que se arrependem e alcançam a misericórdia de Deus. João Marcos retorna para as viagens missionárias e agora com Barnabé anuncia o Evangelho da salvação inicialmente em Chipre.
Muitos cônjuges fogem do casamento quando o navio começa a afundar, assim agem outros com questões profissionais, financeiras, pessoais, espirituais, educacionais, etc. Assumir e encarar o problema e suas conseqüências é sempre o mais difícil, mas com toda certeza é sempre o melhor a fazer.
Agora chegou a sua vez de receber o chamado para enfrentar as diversas situações que te fazem tremer, se esconder, fugir. O convite de Jesus é: “Venham a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”.
Ou seja: “Volte ao navio e encare os seus medos!”... e que o SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz. (Números 6:26)

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