Pular para o conteúdo principal

Enchendo as Redes (II)

“Ele lhes perguntou: Filhos, vocês têm algo para comer? Não, responderam eles.”
(João 21:5)
Nesta experiência marcante para os discípulos ecoa a pergunta: “Filhos, vocês têm o que comer?
Jesus demonstrou em diversas ocasiões a preocupação em alimentar pessoas, certa vez quando foi a um lugar deserto, mais de cinco mil homens, além de mulheres e crianças, foram ao seu encontro. Jesus se compadeceu deles, curou os doentes e pregou sobre o Reino de Deus. Aproximou-se o entardecer e Jesus pediu que os discípulos providenciassem algo para aquelas pessoas comerem, pois deviam estar com fome. André trouxe a Jesus o lanche de um menino, que consistia de cinco pãezinhos e dois peixes. Jesus abençoou os pães e peixes. Seus discípulos os distribuíram às pessoas e todas elas comeram até ficarem satisfeitas.
Os discípulos responderam que não tinham nada para comer e Jesus então os orienta como conseguir o que precisam: “Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis”, e eles assim o fizeram e a rede se encheu de tal maneira que não conseguiam tirá-la, porém quando acontece ela não se rompe.
Percebemos claramente que em um momento Jesus alimenta a multidão atendendo uma necessidade emergencial, e no outro instante ele orienta os discípulos a buscarem seu alimento. Este equilíbrio é fundamental quando falamos em auxílio, precisamos entender as necessidades, sem sermos “assistencialistas”, ou seja, acostumarmos pessoas a receberem os benefícios sem ensiná-las a conquistá-los.
Somos desafiados a olharmos para as pessoas que se encontram em dificuldades e nos compadecermos delas, oferecermos o auxílio de que dispomos, mas principalmente gastar tempo para ensiná-las a encherem as suas redes.

Rev. Valdomiro Cardoso Filho

pastornanet.blogspot.com.br

Comentários

Contato

Postagens mais visitadas deste blog

A VERDADE QUE NOS LEVA A COMUNHÃO

“Perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.” - Atos 2.41–47 O chamado à comunhão que ecoa em Atos, nasce primeiro nas ações de Jesus. Antes de a igreja existir como comunidade organizada, Cristo já formava comunhão com gestos simples e profundos. Ele chamava pessoas pelo nome, caminhava com elas, sentava-se à mesa e partilhava o pão. A comunhão não surgiu como método apostólico, mas como reflexo direto da vida do Mestre. Jesus não apenas ensinava sobre o Reino; Ele o encarnava no cotidiano. Em Emaús, foi no partir do pão que os olhos dos discípulos se abriram (Lucas 24.30–31). À beira do mar, após a ressurreição, foi preparando alimento e servindo que reafirmou o vínculo com os seus (João 21.13). Nos Evangelhos, Cristo constrói comunhão com presença, tempo e proximidade, “ comunhão não se promove, se vive!” Essas ações de Jesus moldaram o coração da igreja primitiva. Por isso, em Atos, a comunhão aparece como algo natural: perseveravam ju...

FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DOS CHAMADOS

  " 28 Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas; 29 porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. 30 Porque assim como vós também, outrora, fostes desobedientes a Deus, mas, agora, alcançastes misericórdia , à vista da desobediência deles, 31 assim também estes, agora, foram desobedientes, para que, igualmente, eles alcancem misericórdia , à vista da que vos foi concedida. 32 Porque Deus encerrou todos debaixo da desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos." (Romanos 11:28-32 - ARA)   INTRODUÇÃO O livro de Romanos foi escrito aproximadamente no ano 57 dC, e o apóstolo Paulo não ajudou a fundar a Igreja em Roma, mas foi que ficou seus últimos dias conforme está relatado em Atos 28:16-31, apesar da carta ter sido escrita anos antes. O trecho do capítulo onze procede a partir do texto de Romanos 9 e 10 que enfatizam o conflito que há entre Israel e os gentios, ou entre o j...

ATÉ QUE CRISTO OS UNA NOVAMENTE!

“[...] Eu vim para que tenha vida, e a tenham plenamente ” (João 10.10b). Outro dia estávamos conversando sobre relacionamento quando a nossa filha disse a seguinte frase: “Até que a morte os separe e Cristo os una novamente!”, achamos muito interessante e nos chamou a atenção a percepção dela para a importância que Cristo tem no casamento. Sabemos que casar é uma coisa e manter-se casado e feliz, é outra. Há uma distinção muito significativa destas duas situações. O detalhe que muda drasticamente estes dois contextos está na manutenção e cuidado que devem ser tomados, de forma continua, para que a união conjugal seja fortalecida e ambos percebam a realização e satisfação do outro. O propósito do casamento é que os dois sejam satisfatoriamente uma unidade, por isso a declaração de Adão: " Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada ". (Gênesis 2.23). A pergunta que fazemos é: “Quem a tirou do homem...