Pular para o conteúdo principal

Enchendo as Redes (I)


Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes e, sendo tantos, não se rompeu a rede”. (João 21:11)


Outro dia participei de uma tarefa um pouco atípica da minha rotina, juntamente com alguns irmãos, passamos uma rede de um lado a outro em um dos lagos na Chácara Betesda, foi muito engraçado, pé atolando, resvalando, peixe passando por cima e por baixo da rede, uma festa. Nesta atividade a minha expectativa inicial era que iríamos pegar muitos peixes, mas na verdade conseguimos pegar na rede algumas carpas.
Esta experiência foi um pouco diferente do que os discípulos tiveram, eles haviam visto Jesus ressuscitado, estavam juntos e Pedro resolve: “Vou pescar” e os outros decidem acompanhá-lo: “Vamos nós também!”. O fato é que estava amanhecendo e eles não haviam pego nada, quando o Senhor pergunta a eles: “Filhos, vocês tem o que comer?” e eles respondem: “Não”, então Jesus diz: “Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis”, e eles assim o fizeram e a rede se encheu de tal maneira que não conseguiam tirá-la, mas quando a tiram ela não se rompe.
Acredito que muitos pescadores gostariam de ter esta experiência, é muito bom ter êxito em uma pescaria, mas a que poderíamos comparar uma pescaria bem sucedida? O que seria encher as redes? Percebemos que o sucesso iniciou na atitude de Pedro em ir pescar, a sua postura influencia os outros a também irem pescar, gosto de pensar que atitudes mudam a realidade, decidimos fazer algo e coisas acontecem. Você tem sido uma pessoa decidida?
Quero desafiar você a encher sua rede com atitudes: Vou orar! Vou ser atencioso com meus filhos! Vou interceder pela minha família! Vou honrar meus pais! Vou ser mais participante na comunidade! Vou amar mais! Vou fazer a diferença! Vou entregar minha vida a Jesus!

Rev. Valdomiro Cardoso Filho

pastornanet.blogspot.com.br

Comentários

Contato

Postagens mais visitadas deste blog

A VERDADE QUE NOS LEVA A COMUNHÃO

“Perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.” - Atos 2.41–47 O chamado à comunhão que ecoa em Atos, nasce primeiro nas ações de Jesus. Antes de a igreja existir como comunidade organizada, Cristo já formava comunhão com gestos simples e profundos. Ele chamava pessoas pelo nome, caminhava com elas, sentava-se à mesa e partilhava o pão. A comunhão não surgiu como método apostólico, mas como reflexo direto da vida do Mestre. Jesus não apenas ensinava sobre o Reino; Ele o encarnava no cotidiano. Em Emaús, foi no partir do pão que os olhos dos discípulos se abriram (Lucas 24.30–31). À beira do mar, após a ressurreição, foi preparando alimento e servindo que reafirmou o vínculo com os seus (João 21.13). Nos Evangelhos, Cristo constrói comunhão com presença, tempo e proximidade, “ comunhão não se promove, se vive!” Essas ações de Jesus moldaram o coração da igreja primitiva. Por isso, em Atos, a comunhão aparece como algo natural: perseveravam ju...

Entre a fraqueza e a promessa

  “Eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar.” — Apocalipse 3:8 Há dias em que a alma caminha como quem atravessa uma estrada coberta de névoa. Os passos seguem, mas o coração sente o peso da própria limitação. Foi a uma igreja de pouca força que Cristo dirigiu uma das palavras mais ternas do Apocalipse. Filadélfia não era marcada por grandeza visível, influência ou poder, mas pela permanência silenciosa em sua Palavra. E é justamente ali, sobre a fragilidade de um povo pequeno, que o Senhor revela a grandeza do seu governo: Ele tem a chave, Ele abre, Ele sustenta. O evangelho sempre nos reconduz a esse lugar de descanso. Deus não inicia sua obra a partir da suficiência humana, mas da sua fidelidade imutável. A porta aberta não nasce da habilidade dos discípulos, mas da autoridade de Cristo. Antes que a igreja avance, o Senhor já foi diante dela. Antes que o coração compreenda o caminho, a graça já o cerca em silêncio. A Escritura está cheia d...

ATÉ QUE CRISTO OS UNA NOVAMENTE!

“[...] Eu vim para que tenha vida, e a tenham plenamente ” (João 10.10b). Outro dia estávamos conversando sobre relacionamento quando a nossa filha disse a seguinte frase: “Até que a morte os separe e Cristo os una novamente!”, achamos muito interessante e nos chamou a atenção a percepção dela para a importância que Cristo tem no casamento. Sabemos que casar é uma coisa e manter-se casado e feliz, é outra. Há uma distinção muito significativa destas duas situações. O detalhe que muda drasticamente estes dois contextos está na manutenção e cuidado que devem ser tomados, de forma continua, para que a união conjugal seja fortalecida e ambos percebam a realização e satisfação do outro. O propósito do casamento é que os dois sejam satisfatoriamente uma unidade, por isso a declaração de Adão: " Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada ". (Gênesis 2.23). A pergunta que fazemos é: “Quem a tirou do homem...